Entenda as diferenças entre nuvem pública, privada e híbrida

Nos últimos anos, a vida digital representou uma grande mudança na maneira que nos comunicamos, compramos, vendemos e interagimos. E esse impacto tecnológico alcançou todos os setores. É certo que o investimento em TI está associado a benefícios como maior produtividade, menor custo, novas oportunidades econômicas, criação de empregos e inovação.

E toda essa mudança real na vida das pessoas está ancorada na computação na nuvem. Nos servidores ficam armazenados dados, informações e conhecimento. Eles também são responsáveis pela velocidade e agilidade no processamento das informações, algo que o público adora e já incorporou como hábito.

Mas, para gestores e empreendedores, existem muitas dúvidas de como entrar de cabeça na computação da nuvem e modernizar a sua empresa. Sobram termos em inglês ou artigos muitos técnicos.

Neste artigo, vamos explicar alguns conceitos e definições bem básicos de computação na nuvem, suas diferenças, vantagens e desvantagens e qual é a melhor solução para o seu negócio.

Um pouco de história antes de começar

A história da computação começou no início dos anos 60, quando computadores do tamanho de uma sala eram responsáveis pelo processamento de dados. A informatização ganhou novos ares quando, nos anos 80, surgiu o computador pessoal, ou o PC, que passou a ser o centro gravitacional de toda empresa.

Já nos anos 90, a internet ganhou força comercial, trazendo os conceitos de redes e conexões. Em meados dos anos 2000, surgiram os dispositivos móveis, com seus aplicativos e novas formas de uso. A próxima grande onda, dizem os estudiosos, será a inteligência artificial.

E onde a computação na nuvem entra nessa história?

A computação na nuvem é a junção de várias ideias que foram se modernizando ao longo do tempo. Assim como os grandes datacenters da década de 60, ela é movida por servidores. Usa redes para trocas de dados e provê acesso às informações via internet ou aplicativos.

A computação na nuvem (ou cloud computing) é usada para:

  • armazenar documentos, como contratos ou faturas de pagamento;
  • gerenciar contatos e melhorar o relacionamento com os clientes;
  • dar maior agilidade para empresas de varejo;
  • ser o coração da maior parte dos sites de e-commerce;
  • prover serviços de infraestrutura em escala global, de setores como óleo e gás ao agronegócio;
  • aumentar a colaboração e eficiência dos funcionários;
  • automatizar processos, melhorar resultados e reduzir custos;
  • ajudar no desenvolvimento de novos produtos inovadores;
  • e muito mais.

A adoção desse tipo de tecnologia já deixou de ser um experimento e passou a ser realidade em grande parte das empresas, sendo integrada à gestão, oferecendo soluções para simplificar suas operações de negócios e maximizar produtividade.

Quem reforça essa tese é a consultoria americana Gartner, que afirma se tratar de um mercado em rápido crescimento. O faturamento das empresas de cloud computing deve crescer cerca de 17% em 2019, chegando a valores de US$ 206 bilhões. A expectativa é que, até 2012, esse mercado tenha uma receita de US$ 278 bilhões.

Entrando em detalhes mais técnicos, é necessário explicar que a computação em nuvem pode ser dividida em três categorias: pública, privada e híbrida.

O que é a nuvem pública?

A nuvem pública é quando uma empresa terceiriza os serviços de computação na nuvem. Sua adoção elimina a dor de cabeça de gerenciar hardware e software — isso se torna responsabilidade de uma companhia especializada. Ela também permite uma rápida escalabilidade, ou seja, pode acompanhar o crescimento do seu negócio.

Muitas empresas também cobram somente por sua utilização. É normal, por exemplo, o faturamento por horas de uso. Por isso, essa solução tende a ser mais barata, sendo indicada para pequenas e médias empresas.

Além da redução de custo, ela permite que os usuários acessem as informações via internet ou aplicativos, gerando ganhos de eficiência e produtividade.

Vale lembrar que a performance dos servidores é monitorada por uma equipe de técnicos especializados, proporcionando um maior tempo de disponibilidade de serviço. Isso aliado a uma maior segurança, já que as informações da sua empresa estão centralizadas em um único fornecedor, que faz backups periódicos. Ou seja, é improvável que você perca um relatório importante que deve ser apresentado ao chefe.

A nuvem pública não significa que suas informações são públicas, mas que qualquer empresa pode usar. Como vários clientes usam o mesmo serviço, os custos são divididos entre eles.

A DTM é especialista em Cloud Computing e parceira dos principais players do mercado, como o Salesforce, Qlik, Heroku e Amazon.

E a nuvem privada?

Nesse modelo, a empresa é responsável por planejar, implementar e gerenciar toda a tecnologia em nuvem. Isso pode ser feito com um servidor alocado na empresa ou por um terceiro.

Nesse sentido, a companhia é responsável por prover toda a infraestrutura de tecnologia. Ela precisa ter uma equipe para instalar, configurar, testar, executar, proteger e atualizar os computadores.

Como usa recursos internos — ou uma empresa parceira —, esse modelo também pode gerar uma menor agilidade, já que cada nova estratégia tem que ser discutida para saber seus impactos sobre o parque de servidores. A vantagem é que o setor de TI está integrado ao modelo de negócio, tendo voz ativa sobre os processos gerenciais.

Uma desvantagem é a necessidade de espaço físico, além de gastos periódicos com hardware e software. Por isso, esse tipo de modelo de computação na nuvem tende a ser mais caro, sendo indicado para grandes empresas. Mas o modelo traz uma boa vantagem: há um maior controle sobre os dados, especialmente os mais sensíveis, como relatórios financeiros e contatos de clientes, já que eles estão hospedados internamente.

O que é a nuvem híbrida?

O próprio nome já diz: a nuvem híbrida é a junção dos conceitos de nuvem pública e privada. Nesse sentido, parte dos dados — os mais sensíveis — ficam hospedados na nuvem privada. Assim, a empresa tem um maior controle sobre essas informações. Mas a companhia também pode adotar nuvens públicas de diferentes fornecedores.

Como é a união de dois mundos, a empresa que optar por esse modelo pode aliar a redução de custos com boas práticas para proteção de dados. As informações, inclusive, podem estar sincronizadas entre os dois modelos. Ou seja, o usuário não precisa saber que tipo de informação está armazenada na nuvem pública ou privada. E se a empresa tiver um pico de acesso em algum software, pode, rapidamente, contratar servidores externos, de maneira fácil e simples.

Qual é a melhor opção?

Apesar de ser baseada em conceitos binários, em tecnologia não existe certo ou errado. Cada modelo de computação na nuvem tem seus prós e contras. É necessário avaliar quais recursos que o gestor tem para implementar a solução, seja ele financeiro ou de pessoal.

O orçamento disponível para contratar um serviço de computação na nuvem é sempre algo importante para ser colocado em pauta. É uma boa prática, também, criar um projeto com escopo bem definido, prazos e cronogramas, além das responsabilidades de cada integrante. E ainda realizar um mapeamento de qual o nível de segurança que a empresa busca para seus dados.

O que deve ser ressaltado são as vantagens da computação na nuvem. Essa plataforma está cada vez mais presente no nosso cotidiano, sendo uma tecnologia poderosa e sempre disponível. Adotar esse modelo gera uma grande flexibilidade para o crescimento do seu negócio com segurança, rapidez e escalabilidade. Assim, você vai ter mais tempo para se comunicar, comprar, vender, conectar, interagir, aprender e até namorar.

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