Microsserviços: por que eles impactam tanto na escalabilidade de aplicações e negócios?

Quando o propósito de uma empresa é obter mais agilidade e escalabilidade nos negócios, a busca por melhores formas de desenvolver sistemas e aplicações se torna um fator importante para alcançar esses objetivos.

Compreender os benefícios das principais soluções de desenvolvimento e arquitetura de softwares faz com que qualquer escolha referente a esse assunto saia de um campo meramente técnico e passe a ser uma decisão estratégica.

Este artigo foi criado com o objetivo de explicar uma abordagem que vem ganhando cada vez mais espaço na arquitetura de aplicações: os microsserviços. Além disso, com este texto você vai aprender:

  • quais os benefícios desse tipo de arquitetura;
  • em que ela se difere de outros modelos do mercado;
  • em quais situações ela pode ser aplicada;
  • como grandes companhias, como a Netflix, estão trabalhando com essa solução;
  • como aplicá-las, utilizando dois grandes players do mercado, Heroku e AWS.

O que são microsserviços?

São um estilo de arquitetura de software que consiste em desenvolver uma aplicação a partir de um conjunto de pequenos serviços, que, por sua vez, funcionam de forma independente, com seus próprios processos e sistemas de dados.

Esse tipo de estruturação se difere da tradicional abordagem monolítica, que reúne todas as funcionalidades de um sistema em apenas um núcleo. Assim, todos os processos são executados como um único serviço.

Na arquitetura de microsserviços, é como se toda a estrutura de um software fosse dividida em pequenas partes, fazendo com que o desempenho e a integração entre esses componentes resultem no pleno funcionamento da aplicação.

como funcionam os microsserviços
fonte: www.thoughtworks.com

A comunicação entre microsserviços acontece de forma fluida, geralmente por meio de APIs, que funcionam como pontes e facilitam o intercâmbio entre cada um desses pequenos serviços, mesmo que estes tenham sido construídos em padrões ou linguagens distintos.

Conheça, a seguir, as vantagens mais importantes que podem ser alcançadas ao se implementar esse tipo de estrutura de desenvolvimento.

Maior resiliência

A independência de cada parte na arquitetura de microsserviços faz com que a aplicação seja mais resistente a erros. Enquanto uma falha em um único componente pode afetar todo o sistema no padrão monolítico, na estruturação com microsserviços, cada componente pode ser corrigido de forma independente, diminuindo as chances de afetar toda a aplicação.

Escalabilidade

A grande vantagem ao utilizar a arquitetura de microsserviços está em sua escalabilidade. Como a aplicação é dividida em diversas partes, é possível aprimorar e expandir somente um componente, sem a necessidade de modificar todo o sistema, acelerando processos e poupando custos, tempo e trabalho.

Imagine uma grande plataforma de e-commerce com diversas páginas, como carrinho de compras, catálogo de produtos, página de cadastro e outras funcionalidades. Se todas elas forem construídas sob uma estrutura monolítica, toda e qualquer mudança precisa ocorrer no mesmo código fonte.

microsserviços e-commerce
Fonte: www.edureka.co | sistema monolítico vs microsserviços em e-commerce

Ao utilizar microsserviços, é possível trabalhar em cada página de maneira individualizada, sem precisar acessar toda a estrutura do sistema. Grandes e-commerces, como Amazon e Ebay, já apostam nesse tipo de estruturação.

Testes mais eficientes

A arquitetura de microsserviços também permite que a identificação de erros e a realização de testes sejam feitas de formas isoladas, permitindo um processo contínuo de testes e entregas, o que acaba resultando em aplicações com menos erros.

Múltiplas tecnologias

Esse tipo de abordagem também permite que o time de desenvolvimento escolha e utilize a tecnologia adequada para cada serviço. Isso possibilita que o projeto não fique preso a apenas uma tecnologia e também permite que os desenvolvedores trabalhem com as melhores soluções do mercado, levando benefícios para o projeto.

Adaptabilidade

A facilidade de mudança e a possibilidade de reutilização de códigos e padrões são verdadeiros facilitadores para que os serviços sejam adaptáveis às mudanças que serão implantadas na aplicação. Esses processos diminuem a necessidade de construir componentes do zero e ajudam a poupar tempo.

Quando adotar os microsserviços?

Antes de responder essa pergunta, é preciso ressaltar que a abordagem monolítica, embora ofereça diversas vantagens, pode, em determinado momento, não atender às demandas de escalabilidade de uma aplicação.

Suponhamos que um aplicativo de uma grande loja virtual apresente um aumento significativo em sua demanda no período de Black Friday. Se o time de desenvolvimento optar por implantar melhorias antes desse período, a fim de aumentar a capacidade da aplicação, toda a arquitetura do sistema precisará ser escalada.

Essa característica dos sistemas monolíticos complexos é um desafio para realizar mudanças e dificulta a implantação de melhorias.

Em um primeiro momento, pode parecer que optar por um sistema monolítico é um caminho que se opõe a todos os benefícios trazidos pelos microsserviços. Mas, não é bem assim: a arquitetura monolítica ainda é a forma mais usual no desenvolvimento de softwares e a mais indicada para muitos projetos. Afinal, nem todo sistema requer uma estruturação complexa.

O raciocínio para descobrir qual é a melhor linha de desenvolvimento a ser seguida para determinado projeto – de microsserviços ou monolítica – é o mesmo utilizado para tomada de decisões estratégicas, ou seja, é preciso colocar na balança os prós e contras de cada abordagem e avaliar qual, dentro desses critérios, conseguirá entregar melhores resultados.

Ao acompanhar o mercado de desenvolvimento e como grandes players lidam com soluções de tecnologia, é notável que os microsserviços vêm trazendo bons resultados para empresas que têm plataformas complexas ou que ofereçam grandes serviços, como Amazon, Netflix e Soundcloud.

Então, se um negócio precisa de uma aplicação que envolva diferentes serviços, dimensões e tecnologias, os microsserviços podem ser um bom caminho, principalmente pelas vantagens que mencionamos neste artigo.

Porém, eles ainda não são indicados para todo tipo de negócio, uma vez que demandam recursos complexos, como equipe multifuncional, testes mais robustos e monitoramento periódico e mais detalhado.

Além disso, é importante lembrar de que, dependendo do tipo de aplicação, não existe vantagem em dividir um sistema simples em serviços menores. Sendo assim, a abordagem monolítica pode ser o melhor caminho, já que é mais simples e, geralmente, mais fácil de executar.

Quais são os cases de sucesso?

A Netflix é um grande case de sucesso quando o assunto é o uso de microsserviços. Após um grande problema em seu banco de dados em 2008, a empresa decidiu migrar para uma solução que fosse capaz de resolver seus principais desafios relacionados à infraestrutura e aos serviços.

Assim, a Netflix abandonou os tradicionais data centers e migrou para uma nuvem pública, a AWS, e reprojetou a arquitetura de seus sistemas para escalar seus serviços e entregá-los de forma mais rápida e sob demanda.

Para viabilizar a implementação da reestruturação com microsserviços, a Netflix criou algumas ferramentas de softwares open source e, desde então, muitas empresas como Waze, Yahoo e IBM passaram a se beneficiar com essas soluções, reutilizando-as a favor da redução de custos.

empresas que usam microserviços
Fonte: blog.andrefaria.com

Esse é um exemplo de que aliar a técnica e as estratégicas pode resultar em decisões que revolucionem o mercado. Hoje, a Netflix é referência quando o assunto é microsserviços. Embora tenha encontrado diversos problemas e desafios, a empresa conseguiu implementar uma solução escalável, capaz de acompanhar o crescimento exponencial da marca e do número de clientes.

Desde o início dessas mudanças, a Netflix passou de 10 para 130 milhões de assinantes e se transformou em uma das maiores indústrias de entretenimento do mundo.

Qual é a melhor maneira de executar microsserviços?

Entender se os microsserviços são ou não o melhor caminho a ser seguido é apenas um dos grandes desafios que essa solução apresenta. Afinal, aplicar esse tipo arquitetura não é tarefa fácil.

Graças às tecnologias de Cloud Computing, existem soluções no mercado que facilitam o uso dos microsserviços e oferecem ferramentas para criar e executar esses componentes, como, por exemplo, o Heroku e a AWS, em que a DTM tem expertise para utilizar em grandes projetos.

A maior vantagem dessas soluções é que elas suportam diversas tecnologias e linguagens de programação, o que permite que aplicações sejam desenvolvidas em um ambiente escalável.

Quer aprender mais sobre outras tecnologias que contribuem para a construção de aplicações mais inteligentes? Conheça mais sobre a importância de APIs nos negócios.

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